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Shankar Cabus, Analista de Desenvolvimento de Sistemas
Shankar Cabus
Comentário · há 2 anos
Sou suspeito para opinar, não por consumir ou não, mas por achar que o Estado não deva interferir na vida privada dos indivíduos e por ver incoerência nos argumentos de proibição, seja em discussão sobre maconha ou sobre aborto, casamento gay, tatuagem, traje ou qualquer outra exigência que obrigue os indivíduos a se tornarem coletivos. Sou a favor da liberação de tudo que só diz respeito à intimidade das pessoas. Até porque, na intimidade, todo mundo faz o que quer, como já é hoje, mas de forma "clandestina".

Tudo que é diferente da gente, merece morrer (ou nem ter existido). Esse pensamento guia a grande maioria dos debates sociais. São pessoas de um grupo A, que não querem ou gostam de fazer uma determinada coisa X, querendo proibir outras pessoas de um grupo B a fazerem essa coisa X. Sendo que, as pessoas do grupo B não afetariam em nada as pessoas do grupo A, caso fizessem essa coisa X. Então o que as pessoas A tem a ver com a intimidade as pessoas B?

Agora, focando na proibição da maconha, essa é uma herança puramente histórica e cultural. De acordo com nossa história, definimos os padrões de aceitação. Mas num mundo globalizado e multicultural, impor uma cultura é uma forma censura. Isso é interferência.

Então não vou entrar no mérito da diminuição do tráfico ou arrecadação de impostos ou tratamentos de saúde ou diminuição do consumo (como ocorreu em Portugal com a discriminalização). Vou falar apenas sobre o direito de fazer com meu corpo o que eu bem entender, desde que não faça mal ao próximo. Porque esse argumento de "estou pensando no seu bem" não funciona quando somos consumidores de algo que nos faz mal e também mata: picanha, coca-cola, chocolate, cigarro, cerveja, maionese. Isso é incoerência.

Se cada pessoa se preocupasse em fazer sua parte e menos nas escolhas dos outros, viveríamos em paz, cada um na sua. Então falta é tolerância com quem pensa de forma diferente da gente. Aliás... falta mais amor e menos hipocrisia mesmo.
Sérgio Henrique da Silva Pereira, Jornalista
Sérgio Henrique da Silva Pereira
Comentário · há 3 anos
Obrigado pela participação.

Como bem salientei:

"Seja como for, as drogas em geral, lícita ou não, contemporaneamente são usadas para vários fins, sendo o uso em festas em geral, para dar maior disposição, ou para esquecer da vida — fuga da realidade."

Trabalhadores de mineradoras usam drogas, principalmente sintéticas, para suportarem as condições adversas, os caminhoneiros, por exemplo, no Brasil usam diversas drogas, principalmente ilícitas, para poderem laborar. Usam-nas, então, para terem mais disposição. Porém, há outros que usam-nas para fuga da realidade. Há vários tipos de usuários, porém, isso não quer dizer que devem ser estigmatizados, como eram: fracos, sem firmeza de caráter etc.

Infelizmente, a humanidade vive a efemeridade plena pela busca do aparentar ser um quase semideus. Além disso, principalmente tabaco e álcool, quanto mais cara a bebida, maior a sensação de status social. Há o paladar, mas no paladar está coeso: poder socioeconômico e posição social versus diferenciação.

Os sacerdotes usavam vários tipos de drogas, conforme cultura. Porém, o uso era controlado, e pouquíssimos tinham acesso. Tinham rituais antes de usá-las. Várias tribos começaram a ter problemas com as drogas, principalmente em questão da ingestão de bebida alcoólica, pelo motivo de que a droga em si não tinha mais efeito de autoconhecimento, mas de diversão, descontração, coragem, audácia — simbologias amplamente usadas pelas publicidades. É a diferença entre atingir um estágio metafísico e atingir um estágio de simples bebedeira.

Porém, pelo liberalismo [Livre Mercado], o lucro é o que importar, e nenhum indústria quer consumo moderados. Eis o grande desafio para a humanidade. Os alertas sobre consumo moderado são meramente impositivos pelo CDC.
Estefania Drechsler, Administradora e Técnico Contábil
Estefania Drechsler
Comentário · há 3 anos
E o país continua caminhando para trás, dá pra liberar logo o uso das drogas e cobrar imposto sobre elas assim como o cigarro, quem quer usa de qualquer jeito mesmo...

Não é mais fácil lucrar com este negócio, gerar empregos com carteira assinada, receber imposto do que ir contra a maré ?

Já foi até mesmo comprovado que a maconha causa danos menores que o cigarro, vamos e viemos, sabemos que o álcool causa muito mais prejuízos para a sociedade , então porque não liberar ?

Tantas utilidades para a Cannabis, belas plantações poderiam servir como base para medicamentos, fibras têxteis, da cannabis pode-se extrair 25 mil produtos de uso essencial para a sociedade moderna, como calçados, produtos de beleza, papel, combustível, entre tantos outros...

Agora minha dúvida é o preconceito com esta erva, de infinitas utilidades se dá pelo fato dela ser da era pagã, ou por ela ter sido mais utilizada pelos escravos, mestiços, índios e imigrantes rurais, ou ainda pelo fato dela poder ser utilizada como combustível???

Infelizmente o Brasil ainda não soube observar os países desenvolvidos que tem o uso liberado e ainda aproveitam as demais funcionalidades da erva...

Enquanto o Brasil rema, rema, rema, vamos continuar vendo os Boys ir na periferia pegar um cigarrinho do demo, financiar o crime organizado, e passear pelos campos da Facul, enquanto o fazendeiro começa a plantar de novo em outro lugar e o filho do empregado, começa a distribuir a erva, pois seu pai está preso, e ele tem que comer ...
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